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  • Olá Galera!

    Conforme prometido e pela grande repercussão do post anterior, o Victor Ribeiro e Eu decidimos traduzir mais este artigo, que com certeza vale a leitura completa!

    Espero que gostem!

     

    A versão original (e com imagens) desta entrevista pode ser vista clicando aqui.

    A versão traduzida (e com imagens) abaixo pode ser baixada clicando aqui.

     

    Uma prisão global?

    Nessa entrevista exclusiva, o pesquisador especialista em tabaco, Dr. Kamal Chaouachi, fala para Chris Snowdown sobre o arguilé e o movimento anti-tabaco, e explica o por quê a Organização Mundial da Saúde tem perdido a sua credibilidade científica na área do tabaco.

     

     

    Uma entrevista com o Dr Kamal Chaouachi

     

    A Organização Mundial da Saúde aumentou a sua atenção para o uso de cachimbos d’água (arguilés) como forma de fumar. Durante anos, cachimbos d’água (hookahs, shishas ou narghiles) caíram no radar das organizações anti-tabaco em sua luta contra o cigarro. Isso se dá por não serem tão usados no mundo ocidental,  e pelo crença de que – como cachimbos, charutos e tabaco de mascar – são significativamente menos perigosos para a saúde.
    Dr Kamal Chaouachi (pronuncia-se Sha-wa-shi) é um pesquisador de tabaco de Paris que possivelmente é o maior especialista científico do fumo de narguilé. Ele é um colaborador científico de vários excelentes centros de pesquisa na Ásia, África e Europa. Também trabalhou como consultor, embora nunca tenha sido contratado pela indústria farmacêutica ou do tabaco.
    Dr Chaouachi foi autor e co-autor de dois livros de conhecimento transdicisplinar e dúzias de publicações biomédicas incluindo:

    -a critique of the WHO expert report on hookah smoking (2006);
    -the first world aetiological studies on hookah smoking and cancer (2007, 2008);
    -a study on its radiological hazards (2008);
    -a 60 page Tetralogy on Hookah and Health (2005, 2006);
    -an in-depth critical review of its ETS (Environmental Tobacco Smoke), i.e. passive smoking (2009)

    Uma lista de vários artigos do Dr Chaouachi’s podem ser vistos em:
    http://publicationslist.org/kamal.chaouachi

    CS: Dr Chaouachi, poderia contar um pouco sobre você e seu trabalho?

    KC: Eu estudei física, química e ciências sociais nas universidades de Paris VII e Paris X. Eu tenho um diploma de pós-graduação em ciência do tabaco da Universidade de Patis XI, onde eu também ensino doutores franceses o que a ciência diz sobre narguilés. Sou especializado somente em narguilés, e não em cigarros. Eu tenho pesquisado as questões do tabaco, principalmente de uma perspectiva médico-antropológica.

    Eu nasci na Tunísia. Fui criado lá, na França e no Oriente Médio. Tunísia é um país interessante porque foi onde eu notei o cenário do narguilé. No final dos anos 80, uma coisa incomum aconteceu lá: fumar narguilé em áreas abertas foi proibido enquanto fumar em locais fechados permanecia permitido, para não falar encorajado. Talvez alguns ministros naquela época pensaram que a visão de adultos fumando narguilé em publico (particularmente nos terraços dos cafés) não passava uma imagem positive para as multidões de turistas que visitavam o país a cada ano. Pouco a pouco, eles perceberam que os turistas na verdade gostavam de fumar arguilé então esqueceram a proibição.

    CS: Hoje, países como a Britânia e a França incluiram bares de arguilés em suas largas proibições para fumo em locais fechados. Julgando pela divulgação da imprensa sobre a pesquisa da OMS em 2006, pode-se pensar que cigarros têm apenas uma pequena importância na taxa de mortalidade por tabaco. Hoje, a OMS declara explicitamente que todas as formas de tabaco são igualmente perigosas. Ela alega que 5 milhões de pessoas morrem no mundo de doenças relacionadas ao tabaco, e prediz que essa taxa dobrará para 10 milhões em 2020. Mas a OMS alerta que mesmo essa estimative pode ser muito baixa por conta do uso do arguilé, dizendo:


    ” Formas de fumar diferentes do cigarro, como cachimbos de água, também conhecidos como “shishas”, “narghiles” ou “hubble-bubbles”, ganham maior aceitação em todo mundo, especialmente entre hovens em cafés e em campus universitários.”.

    De acordo com Dr Charles Warren do Programa de Controle Global de Tabaco da OMS:

    ” Dadas as altas taxas do uso de tabaco sem ser por cigarro entre os jovens, especialmente meninas, as estimativas anteriores de 10 milhões de mortes por ano em 2020 pode ser muito conservadoras.”.

    Dr Chaouachi, o quão sério você leva esses avisos sobre o uso de tabaco e arguilés?

    KC: Sobre assuntos relacionados ao tabaco, a OMS não é mais uma agência da ONU objetiva e independente atada a um estrito mandato ético. A OMS recentemente tem sido criticada por pesquisadores independentes por ter repetidamente publicado inadequadas recomendações especializadas (Oxman et al., Lancet, 2007). Deixando de lado a questão de seu recente emprego da política anti-tabaco, ela contrata exclusivamente especialistas anti-tabaco que, na maioria das vezes, estão afiliados a organizações sob o azo da Globalink, da UICC e Pfizer – patrocinados por organizações anti-tabaco.

    Sem grande surpresa, essa situação também é refletida na diversidade geográfica, linguístico e ideológico do Grupo de Estudo de Regulação dos Produtos do Tabaco (TobReg) da OMS.  Até recentemente, a maioria dos seus membros (6 de 11) pertenciam ao grupo antitabagista dos Estados Unidos da América. Os poucos membros não norte-americanos possuem a mesma simpatia ideológica (antitabagista) de seus colegas americanos ou seguem essa linha abertamente. O libanês é afiliado à Universidade Norte Americana de Beirute. Os assentos sul-africano, holandês e brasileiro são, na verdade, muito recentes, e somente foram criados como resultado direto de minhas críticas (sobre a falta de diversidade). Dois especialistas independentes de lá (da Índia e do Reino Unido), servem como um tipo de álibi. Contudo, no final, as decisões são tomadas por maioria absoluta.

    O que o mundo precisa atualmente é um conselho científico democrático e independente (tanto da indústria farmacêutica e tabagista) que seja representativo de todas as tendências na pesquisa sobre o tabaco.

    CS: E essas são as pessoas que ditam a política de controle de tabaco da OMS?

    KC: Esses são os indivíduos que trazem “evidências científicas” em decisões que afetam diariamente a vidade de centenas de milhões de pessoas no mundo. Esses membros da TobReg podem ser encontrados entre os palestrantes de Conferências Mundiais sobre Tabaco e Saúde, que são realizadas a cada 3 anos. A última foi realizada em Bombay em março de 2009.  Lá, Gregory Connolly, da Harvard School of Public Health, um membro da Globalink e, logicamente, um colega íntimo dessas pessoas, alertou que “qualificar o tabaco sem combustão (tabacos que não são acessos diretamente) como um agente de menor potencial ofensivo pode (…) tirar a indústria farmacêutica do mercado de interrupção do hábito de fumar e enviar a mensagem errada a centenas de milhões de usuários de tabaco sem combustão em países em desenvolvimento” (Connolly, 2009).

    No campo do tabaco, a OMS não faz mais ciência, mas mera propaganda. Por exemplo, pode-se ler em seu site frases como: “Pesquisas rigorosas não deixam dúvida”. Obviamente, a função dessa narrative é fazer com que o leitor não questione a “ciência” oferecida para ele/ela numa linha dourada dada por especialistas oficiais. Como Connolly, a OMS afirma em um de seus relatórios que todas as formas de tabaco são igualmente perigosas, “mortais” para ser mais preciso. Isso não faz sentido. Um rapé úmido, como o Swedish Snus (marca de rapé), é, na visão de proeminentes especialistas internacionais, altamente recomendável por conter pouquíssimas substâncias cancerígenas. Numa ampla perspectiva da redução do prejuízo, seu uso deve ser encorajado, particularmente na Asia e na África. Isso é o que fizemos em nosso estudo sobre arguilé e o câncer.

    CS: Então o quão perigosos são os arguilés para os usuários?

    KC: Eu tenho causado estranheza nos especialistas da OMS pois eles publicaram dois (sim, dois) relatórios sobre arguilé que contém sérios erros científicos. O mais famoso foi preparado por especialistas em “cachimbo de água” do Centro Sírio de Estudos do Tabaco, fundado pelos Estados Unidos, no qual sua logo é um arguilé e seus estudos quase sempre focam no “cachimbo de água”. O relatório da OMS foi preparado também pela Universidade Americana de Beirute, com estímulos diretos (“várias camadas de revisões científicas”) de especialistas da TobReg.

    Todos esses especialistas demonstraram ao mundo o quanto ignoravam o fato de que a mistura de fumo usada num arguilé moderno (como os usados na Europa e Estados Unidos) não é queimada, mas aquecida por uma grande extensão. Esse “detalhe” tem enormes consequências químicas porque, no final, a fumaça é muito menos complexa do que a gerada por um cigarro. De fato, eu tenho enfatizado que apenas centenas de compostos contra milhares foram encontradas em ambos os casos.

    O relatório da OMS (“Nota Consultiva” como chamaram) está maculado diversos erros do mesmo tamanho, cotações de estudos equivocados e tendenciosos, depois de terem sido extremamente cuidadosos. Eles não apenas puseram minhas últimas publicações (dentre elas, uma tese transdisciplinar de doutorado sobre o assunto, com 420 páginas e 850 notas de rodapé) e colocaram em sua lista negra, mas também estudos sobre arguilé feito por prestigiados especialistas internacionais sobre tabaco e câncer das últimas décadas (Hoffmann, Wynder, e muitos outros).

    Além disso, por 2 anos, o chefe do Centro Sírio Norte-americano não declarou a sua co-autoria no relatório. Não tenho nada contra financiamentos pelas instituições americanas. Entretanto, tenho visto como a equipe encarregada pela seleção de projetos em relação ao tabaco nos “países em desenvolvimento” e canalização dos fundos relacionados sempre tem objetivos proibitórios**.

    CS: O quão equivocado era o relatório da OMS e qual o efeito que isso tem?

    KC: Você pode imaginar um relatório da OMS onde as duas primeiras frases contém uma citação equivocada e um erro enorme? Ainda assim, eu adverti o Dr Lee, ex diretor geral da OMS, que a situação iria piorar se eles não permitissem uma mudança democrática de perspectivas nesse assunto polêmico (Cartas 15 de Dezembro de 2005 e 31 de Março de 2006).

    De fato, eu não quis publicar minha crítica ao relatório da OMS, que foi a minha primeira publicação substancial sobre o assunto. As datas e o conteúdo de minhas cartas para o Dr. Lee mostram que eu fui compelido a fazer isso. Notavelmente. Eu conclui com essas palavras:

    “Finalmente, se nenhuma ação for tomada rapidamente, tenho medo de que esse errôneo relatório amplamente advertido terá enormes efeitos negativos. De um lado, tirará a reputação do trabalho de uma agência das Nações Unidas. De outro, fará do uso do arguilé algo muito mais atrativo.”

    Infelizmente, foi isso o que aconteceu. Eu às vezes recebo ligações de oficiais de saúde pública de todo o mundo que estão assustados com o crescimento do uso do arguilé em seu país. Alguns deles agora me perguntam: qual solução você dá? Respondo que a censura não funciona e que eles estão colhendo as frutas podres que os “especialistas em cachimbo de água” plantaram por 8 anos. Usuários de arguilés, e particularmente adolescentes, têm visto como esses especialistas fizeram grandes erros e muitos deles sentem que eles foram enganados. A promoção do medo provou, mais uma vez, ser contra-produtivo.

    Um sistema inteiro é responsável por essa situação: OMS, Globalink, jornais como Tobacco Control, Nicotine and Tobacco Research, Addiction, The Cochrane Review, e muitos outros com conexão direta ou indireta com essas pessoas.

    Você começou a entrevista citando Charles Warren. Para a sua informação, ele foi co-autor num artigo publicado na International Journal of Public Health (“As if cigarettes were not enough, here comes narghile“), um jornal de revisão científica. Seu artigo dá uma bela imagem de uma publicação prévia no mesmo jornal no qual, dentre inúmeros e sérios erros, os autores (Yunis e al.) trocam os nomes dos produtos e, o mais pitoresco, consideram a Tunísia um país do Oriente Médio.

    Numa visão do que eu disse, I só posso responder a sua pergunta “O quão perigoso é o arguilé para o seu usuário?” com: o que os especialistas em arguilé têm realmente demonstrado é que eles mesmos são o problema, muito mais que o próprio arguilé. Como um dispositivo no qual o tabaco é somente aquecido pode ser equivalente a 400 ou 200 cigarros como esses bem conceituados cientistas tem alegado? Está na hora de responsabilizar alguém dessa área.
    CS: E sobre a questão do fumo passivo? Há uma crença crescente de que todas as formas de tabaco são igualmente perigosas e as proibições ao fumo de lugares como a França e a Grã-Bretanha são baseadas - em parte - na famosa afirmação de Surgeon General Carmona que “não há nível seguro de fumo passivo“.


    As proibições, é claro, foram desastrosas para os bares de narguilé, mais ainda do que para os pubs. Você acha que essas proibições sejam cientificamente justificadas?

    KC: Durante muito tempo, eu não prestei atenção ao Fumo Ambiental do Tabaco, porque eu era muito ingênuo ou muito ocupado, ou ambos. No Reino Unido, a proibição de fumar narguilé foi cientificamente apregoada pelos médicos, que publicaram uma tribuna no British Medical Journal (Gatrad et al., 2007).

    Mais uma vez, eu tinha dificuldade em perceber porque o fizeram. A primeira centrou-se em ”provas” sobre os efeitos na saúde e encontrei vários erros graves em sua revisão. Então, no meu recente apelo para levantar a proibição do Reino Unido, eu mostrei que eles literalmente inventaram os perigos do ”tabagismo passivo” do narguilé, juntamente com especialistas da OMS que diz que ”fumaça de segunda mão de narguilés [...] constitui um sério risco para não-fumantes. ”

    A American Lung Association e o INPES francês (Institut National pour la Preventionet l’Education de la Santé) recorreu à falsificação (foto-montagens) posters e imagens mostrando nargilés emitindo fumaça passiva [veja à direita e abaixo]. Claro, eles não.

    Imaginem que amanhã a American Lung  Association publica na mídia um cartaz mostrando uma fumaça decorrente de um misterioso buraco no meio de uma haste de cigarros e que levanta temores sobre Quarta Hand Smoke. Como você reagiria? Isto é o que eles realmente fizeram com narguilé.

    CS: Então, do que é feito o fumo de narguilé?

     

    KC: Em primeiro lugar, a maioria dos ETS de narguilé são feitos de fumo exalado Mainstream (ou seja, a fumaça que sai da boca do fumante). Em segundo lugar, é muito menos complexa do que a fumaça do cigarro porque o tabaco é uma mistura à base de melaço apenas aquecida (a temperatura no interior do rosh do narguilé não vai acima dos 200ºC), enquanto na ponta de um cigarro, o tabaco é queimado a 900ºC. Isto tem tremendas consequências químicas, como eu disse antes. Além disso, a fumaça é composta principalmente de água e glicerol (80-90%) que são biologicamente inativos. Esses fatos sempre foram encobertos por pesquisadores anti-tabagismo.

    Quanto a ETS de cigarros se, recentemente destacou em uma chamada para levantar a proibição de fumar no Reino Unido que:

    “Parece que as fontes epidemiológico em que algumas leis europeias correspondentes basearam-se, ou foram manipulados ou não-científicas. Enstrom e Kabat realizaram um estudo cujas conclusões não parecem apoiar qualquer lei similar nos EUA ou em qualquer outro lugar do mundo. Nessas condições, é surpreendente ouvir do ETS (Environmental Tobacco Smoke) que os perigos causados por um dispositivo conhecido por NÃO produzir fumo secundário, ao contrário de cigarros “.

    Felizmente, eu publiquei recentemente uma ampla revisão crítica do que boa ciência diz sobre o narguilé e cigarro Fumo Ambiental do Tabaco (ETS). Não foi fácil para publicá-lo. “Pressões” externas, por assim dizer, (provavelmente por um colega revisor) tentaram impedir a publicação do meu artigo de avisar os editores (que são cientistas independentes, insisto) que:

    “Seria muito prejudicial para a comunidade científica dar uma maior audiência para Chaouachi, aceitando seu manuscrito para publicação no Int J Environ Res Public Heath: tais publicações, são de fato freqüentemente utilizadas pela indústria do tabaco para entreter a controvérsia sobre os efeitos na saúde das diversas formas do uso do tabaco. ”

    CS: Parece que o processo de revisão não é o que era.

    KC: Todo o sistema de revisão é pervertido, muito mais no campo de pesquisa do tabaco do que em outros por causa da enorme base mundial de interesses comerciais (principalmente, nestes dias, desde as indústrias farmacêuticas). Em poucas palavras, porque muitas coisas foram escritas sobre este assunto, na maioria das vezes, os chamados ”revisores” não desempenham o seu papel de avaliar um manuscrito de seu mérito científico, mas sim mera tomar a decisão de bash só porque o seu(s) autor(es), título, resumo e conclusões não se conformam com o “seu padrão”, ou seja, sua ideologia proibicionista.

    Não é preciso dizer que o mercado de pesquisa do tabaco é dominado por três principais revistas (Tobacco Control, Nicotine and Tobacco Research, Addiction), que absolutamente não merece a ”aura” ou ”prestígio” de que gozam (entre pesquisadores anti-fumo apenas).

    Eles têm publicado artigos (pelo menos eu posso dizer isso na minha área de especialização, o narguilé), com  grandes erros graves. O falho relatório da OMS (que foi baseado em alguns deles) é apenas a ponta do iceberg dessa tendência underground destrutiva.

    Curiosamente, um artigo recente publicado no Journal of Biology (Virginia Walbot: Estamos formando pit bulls para rever nossos manuscritos?”) parece ser muito relevante. Ela mostra que tem havido uma evolução qualitativa neste domínio: a partir de cães de guarda para pitbulls…
    CS: Apesar de ser um pesquisador líder do tabaco, que começou a cair com o movimento anti-tabagismo quando foram expulsos de Globalink em três ocasiões. Eu acredito que você foi duas vezes “reabilitado“.

    Para o benefício daqueles que não estão familiarizados com ele, você pode nos dizer o que Globalink é e o que você disse para irritar algumas pessoas ?

    KC: Globalink é uma rede de cerca de 6.000 especialistas antifumo / organizações em todo o mundo, principalmente formado por listas de discussão discriminadas segundo idioma, países, regiões do mundo, sub-regiões, os tópicos (em geral, ETS, de redução de danos, etc). Quando o oficial de saúde pública em, digamos que a Ucrânia ou a Kuala-Lumpur, pretende implementar uma proibição de fumar, ele envia uma mensagem no Globalink para pedir ajuda para fornecer a ”base científica” (do seu jargão) para seu / sua Ministério da De Saúde. Ele geralmente recebe respostas rápidas e documentados (por exemplo, dos EUA ou congéneres europeias) sobre como proceder.

    Eu fui expulso três vezes, principalmente porque eu, ingenuamente, critiquei abertamente a má ciência em que a proibição do fumo nos EUA, Reino Unido e Tailândia foi baseada.

    Quando foi tomada uma decisão de expulsar ou reabilitar um ”dissidente” lá, nenhuma razão é dada. Este é um processo completamente irracional e as pessoas que simplesmente têm medo de expressar qualquer discordância. Então, você nunca sabe e eles mesmos não sabem.
    CS: Dr. Michael Siegel também foi removido do grupo, da mesma maneira.

    KC: Eu nunca tinha ouvido falar do Dr. Siegel até que eu finalmente sai desta organização de pessoas intolerantes. Eu tropecei um dia em seu blog e percebi que ele também tinha sido expulso para o mesmo tipo de não-razão.

    Da mesma forma, eu nunca tinha prestado atenção às organizações de defesa das vítimas da propaganda anti-tabagismo. Pouco a pouco, descobri o Forces, ouvi o que os pesquisadores anti-tabaco fizeram com Enstrom e Kabat e assim por diante. O fato é que eu me concentrei em outras coisas e eu não sabia que o  tabagismo passivo era tão ”importante”. Como eu lhe disse, eu estava tão isolado  – e ainda estou em minha pesquisa e eu me mantive ocupado tentando em vão esclarecer as coisas e esclarecera confusão em um confronto assimétrico. Mais tarde eu entendi (talvez eu esteja errado) que o Dr. Siegel foi expulso do Globalink por sua posição sobre esta questão (ETS).
    CS: O Dr. Siegel disse várias vezes que ele acredita que o atual movimento de controle do tabaco tornou-se intolerante a qualquer opinião que não se encaixa nos objetivos rígidos de um movimento que se tornou amplamente  proibicionista. Isso é justo?

    KC: Como ele, eu usei a frase ”controle do tabaco” e até ingenuamente a usou para descrever a minha atividade como pesquisador. Só mais tarde percebi como esta frase fere as vítimas do higienistas.

    É claro que eu não uso a frase ”Controle do Tabaco” com o significado de ”Tabaco Kontrol” (“Os fumantes de controle e seus fornecedores” de acordo com as críticas convincentes de Pierre Lemieux ’). Em vez disso, eu uso como um ponto de vista diametralmente: que o significado amplo tradicional de ”controle de drogas.” Na minha prática diária, esta noção não-proibicionista, o controle sobre a qualidade dos produtos (cigarros, charutos, etc) que também implica uma descriminalização sistemática de soluções de redução de danos (Eclipse cigarro, sueco «snus», n. Monóxido de Carbono do cachimbo de água, etc .) e, não menos importante, uma rejeição da ciência da sucata crescente com relação a credibilidade manchada da ciência e da saúde pública.

    No entanto, a posição do Dr. Siegel, com quem nunca tive qualquer contato especial direto, é um pouco diferente. Eu tenho notado que ele enfatiza o significado original de ”controle do tabaco” e relevante levanta a questão da responsabilização. Ele ainda acredita que o que ele chama de “movimento de controle do tabaco” pode ser corrigida. Mas a menos que os grupos que têm o poder sobre as multidões são forçadas a abandonar as suas posições, eu vejo isso como impossível. Um sistema totalitário foi posto em prática e, se se espera um colapso, não podíamos continuar usando a frase “controle do tabaco” como se nada tivesse acontecido.
    CS: Como você descreveria a mentalidade predominante de Globalink e as pessoas, como Simon Chapman, que controlam-na?

    KC: Simon Chapman foi durante séculos o editor-chefe da revista Tobacco Control, e, simultaneamente, responsável pela política de (um eufemismo para “Big Boss”) da Globalink. Isso mostra que não há independência entre si. Chapman deve reconhecer esse conflito não declarado “privado” de interesse: que ele é o punho de ferro em luva de veludo da “respitável” Globalink e sua “revisão bem feita”, produzida por sua própria revista. Isso também é válido para as revistas que trabalham para o mesmo objetivo: Nicotine and Tobacco Research (David Balfour) or Addiction (Robert West). A maioria do pessoal deste último, e de muitas outras estruturas poderosas (OMS TobReg, TFI, etc), são membros da Globalink. Isto tem uma grande importância porque a política mundial de tabaco, que afeta centenas de milhões de pessoas, é, como eu disse, elaborado pela OMS TobReg mas também discutidas dentro Globalink.

    Cheguei à conclusão de um trabalho recente com a seguinte declaração:

    “É [tempo] para todos os cientistas independentes em todos os campos de pesquisa de cigarro e narguilé (química do fumo, ETS, o vício, os produtos fumígenos, redução de danos, etc) para refletir sobre a viabilidade da criação de uma rede paralela internacional, semelhante em sua estrutura para Globalink. Isso deve trazer de volta o equilíbrio necessário e evitar desvios trágico na ciência, ética e política.”
    CS: Dois artigos recentes acusaram os cientistas que criticam os estudos mais estranhos para ter saído sobre o fumo passivo de ser “dissidentes” e “negam”.  Alguns desses ”dissidentes” viram vítimas de ataques ad hominem (latim: contra a pessoa) e ofensas pessoais. Você já experimentou algum desse?

    KC: Ao responder às acusações, um dos argumentos clássicos de pesquisadores anti-tabagismo é acusar os defensores de pontos de vista heterodoxos de exploração “conflitos de interesses” com a indústria do tabaco. O outro argumento é a repetição de modo que ”quase sempre, o lado que responde aos desafios está dizendo a verdade, enquanto o lado que assim repete-se e palestras em torno do argumento não é.” (Carl Phillips, redução dos danos do tabaco).

    Quanto à recente publicação de “negação” você se refere, a não reconhecer o “esmagador consenso sobre as provas” sobre os riscos enormes de ETS em não-fumantes agora qualifica de ”negação” (Diethem e McKee, European Journal of PublicHealth, 2009). Paradoxalmente, o autor-chefe do último trabalho, que também sublinha a necessidade de ”testar os pontos fortes e fracos dos diferentes pontos de vista”, não sabia que ele mesmo publicou um documento sobre ETS cachimbo de água em que ele tomou um estudo sobre o tabagismo ativo para um sobre fumo  passivo! Ele também chegou a declarar, entre outros inúmeros erros, que o ETS narguilé é ainda mais perigoso do que ETS cigarro (Diethelm, ‘Narguile, attention danger’, 2007)

    CS: O que você acha das prioridades para o movimento anti-tabagismo deve ser em 2009? Pode restabelecer a sua credibilidade científica, e de que forma?

    KC: Eu não ligo para as prioridades ”anti-tabagismo”. Eu sei que o tabaco não é um produto inocente, que é perigoso e pode se tornar muito perigoso também, então eu estou interessado apenas em perigo real, as doenças e os fatos. Basta dar uma olhada na agenda da CQCT (Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco). A maioria das ”prioridades”, medidas cada vez mais proibitivo (proibição de fumar em casas, ruas, carros, etc) que, se não afirmou claramente, a fim de assustar as pessoas, será sempre ”de acordo” com a Convenção ratificada por dos Estados do mundo.

    Em suma, eu era devagar para entender um outro cartaz anunciado pela OMS ["dentro de espaços sem fumo", ver acima]. No início, eu não reagi porque acreditavam que ele representava uma bolha (de oxigênio, é claro). Então, um dia, percebi que ele mostra claramente a Terra com um único ponto não deixou sobre ele para de fumar. Eu me perguntava: É isso que eles são, eventualmente, apontando para uma prisão global?

    08 de abril de 2009.

     

  • Primeiramente gostaria de agradecer a atenção do Eric pela entrevista e todos os detalhes além parabenizá-lo por todo seu esforço, contribuição e forma de pensar. Obrigado, Eric!

    Quem é Eric Hofmann ?

    Um cara normal, mais ou menos. Eu já trabalhei para os outros em empresas na indústria de química orgânica, Química em fase Gás, Química Nuclear, Engenharia Química e Desnvolvimento de Processos. Então eu decidi começar o meu próprio negócio onde eu poderia conhecer pessoas de verdade e deixar um pouco de lado o lado científico. Meu refrigerante favorito é Montain Dew, minha carne preferida é de pato, jogo xadrez, gamão, Skat que é  um jogo de cartas alemão e outros jogos de cartas. Como música gosto também de Samba e meu hemisfério preferido do planeta é o Sul. :)

    Quando você começou a vender produtos para arguile?

    Meus colegas de trabalho que me encorajaram a fazer isto. Os fumos não eram muito bons ou eram muito caros então eu quis melhorar este processo. Meu pior inimigo foi o Damasco. Sempre quis fazer um sabor de damasco muito melhor.

    Porquê o nome do fumo se chama “Tangiers” ? Pela cidade portuária de Marrocos?

    Na época só existiam duas regiões principais produtoras de tabaco. O Sham e o Golfo. Os tabacos do Golfo eram mais escuros, mais fortes e normalmente fumados sem o aluminio. O estilo dos tabacos de Sham são os mais parecidos com os tabacos de arguile, que é nosso hobby. Eu queria fazer algo em meio termo, entre textura e qualidade. Queria um nome Árabe mas nada que fosse associado a Sham ou Golfo. Então sobrou Túnisia, Argelia e Marrocos. A Túnisia é pequena e a Argelia tem uma associação meio obscura com os Estados Unidos, então sobrou Marrocos. Das cidades mais conhecidas, Casablanca na qual tem um filme com o mesmo nome. Rabat parece a doença que os coelhos (rabbits)  têm. Marrakesh, na qual tem uma música com o mesmo nome. Tangiers são bem e tem uma forma bacana de se falar. Então Tangiers foi o nome escolhido.

    Quem faz os fumos Tangiers?

    Nós fazemos. Tudo aqui em São Diego, California. EUA. Ele é feito com quase todos os produtos Norte Americanos. A glicerina vegetal Kosher (Kosher são produtos que seguem a lei  judaica) que usamos vem da costa do Pacífico, mas de resto é tudo Norte Americano.

    Onde é produzido o fumo Tangiers?

    São Diego, California. Estados Unidos.

    Foi difícil começar a produzir os fumos Tangiers ou você já sabia como fazer?

    Eu tinha uma idéia de como fazer em um sentido geral dos princípios de fabricação do tabaco,  mas o processo real teve muitos experimentos e muito aperfeiçoamento. Novos sabores ainda são feitos em um árduo processo de aperfeiçoamento do sabor. O número de experimentos variam de 2~60+. Maraschino Cherry e Cola foram particularmente dois sabores dificeis de conseguir um bom resultado.

    Poquê o Tangiers é um fumo molhado ?

    Ele é aparentemente molhado pela glicerina. O teor de água é bem baixo, fazendo com que pareça molhado. Em alguns países, a legislação tributária tornam um tabaco seco mais atraente para os consumidores e eles adicionam sua própria glicerina. Nos Estados Unidos isso não é um problema, então fazemos um produto pronto para o uso.

    Quando e você começou a produzir os fumos Tangiers?

    Os primeiros experimentos começaram em 2001. Nós começamos as vendas em 2005.

    Quais são as caracteríscticas do fumo Tangiers?

    A textura sedosa do fumo. Um sabor mais natural e integral, que é mais balanceado do que outras marcas.

    Porque os fumos Tangiers não são chamados de Premium?

    Eu deixo isso para o comprador decidir por si. Eu sempre senti que é uma marca para ser Premium, or a melhor, ou a mais vendida, ou a mais longa duração para ser imodesto.

    Porque o fumo Tangiers fica melhor se exposto ao ar?

    Uma vez que o teor de água é baixo e o Tangiers não usa nenhum conservante, corantes ou aditivos, o tabaco ganha e perde umidade de acordo com a umidade do ar. Quando o fumo é fechado no pacote,  o nível de umidade fica “trancado” até ser aberto. Se a umidade que ele foi feito é substancialmente diferente do que a umidade onde foi aberto, ele se beneficiará por um período de 4~24 horas até chegar proximo a umidade do local de onde foi aberto.

    Quantos sabores de Tangiers existem ?

    Atualmente, incluindo Lucid, Noir e F-Line existem por volta de 100 variedades. Todos os sabores já produzidos pela Tangiers passam de 120.

    Você tem planos para novos sabores?

    Sim, nós estamos lançando mais de 8 novos sabores nas proximas semanas. E vamos lançar de 4-6 sabores do Lucid em torno de um mês.

    Como você teve a idéia de criar o Phunnel ?

    Eu quis tentar fazer um tipo produto somente líquido, sem tabaco e desenvolvi um rosh novo para ele. Eu tentei o novo rosh para o tabaco comum, pensando que funcionaria melhor e fiquei surpreendido em quão bom ele realmente ficou e então comecei a produzir em massa.

    O Phunnel Bowl só é bom para fumos molhados?

    Eu imagino que fumos molhados seriam os únicos que se beneficiariam pelo Phunnel, mas  nunca experimentei com  um fumo mais seco.

    Porquê pintar o Phunnel em duas cores?

    É mais bonito :) (que mal gosto, hein Eric?)

    Porque o Phunnel tem uma base mais longa? Para inovar, melhor resfriamento ou melhorar o manuseio?

    Principalmente por características de fluxo do gás-líquido, de qualquer forma também certamente facilita ao remover e segurar o rosh quando ele está quente.

    Hoje o Phunnel é conhecido mundialmente. Aqui no Brasil todos estão loucos por um. Você esperava esta repercussão global?

    Bem, não. Diariamente fico espantado com todos os amigos, clientes e simpatizantes que eu encontrei por todo o planeta. Creio que sou um homem modesto que nunca se atreveria a pensar que tantas pessoas podem gostar de coisas eu eu tenha inventado ou criado. Sou humilde de pensar no que eu criei e no que isto significa para as pessoas, seja no Brasil, Afeganistão ou Coréia porque isso importa e eu considero essa afeição das pessoas pelos meus produtos seriamente e vejo isso como uma responsabilidade séria. Eu acredito que um homem pode criar algo no mundo sem ter alguma responsabilidade para que algumas pessoas possam comprar. Eu acho que alguns fabricantes simplesmente fazem algo sem qualquer pensamento de como será o gosto ou de como vai funcionar e se o cliente realmente será feliz com aquilo. Eles olham para produtos como para preencher as lacunas e para competir com outras lojas e não pensam na qualidade do produto. Alguns fabricantes têm realmente muita atenção e preocupação, mas muitos são bem tranquilos na sua cota.

    O que você pensa sobre o mercado Brasileiro?

    Todos nós temos uma relação com o arguile. Seja no Brasil, EUA ou Grã Bretanha, estamos todos ligados de alguma forma humana. Eu não olho para o arguile em termos de país, mas sim em termos de humanidade. Isso não é merecedor de um Prêmio Nobel, obviamente, mas alguém fez uma observação sobre o mundo moderno que eu senti profundamente. Disseram que nós perdemos a movimentação para se inspirar. O arguile me inspira como humano e eu espero que inspire outras pessoas, mesmo de maneiras menores.  Eu nunca vi o mundo como países. Governos formam os países, mas as pessoas são independentes (ou deveria ver-se, desta forma, na minha opinião) e deve-se ver como se juntaram na nossa marcha para a grandeza e os nossos próprios esquecimentos pessoais.

    O Phunnel é feito nos EUA ou você importa da China?

    Ele é feito nos EUA. Apesar de a minha opinião globalista, acho importante, como um cidadão dos Estados Unidos da América, é meu dever fazer algo melhor, algo artesanal, algo substancial, algo que é praticamente o mesmo preço do que tê-lo feito na China. Não estou diminuindo as realizações da China ou da expansão industrial, apesar de eu ser um pouco inclinado para as coisas feitas aqui nos Estados Unidos, no sul da Califórnia, especificamente. Ele me permite garantir que a qualidade ao cliente é a melhor possível.

    Porque você não patenteou o Phunnel?

    Essa é uma pergunta complicada. Eu não conheço muito bem o Português, mas em Inglês, temos uma palavra: ambivalente. Muitas pessoas nos Estados Unidos fazem o mau uso da palavra, mas significa que você tem fortes sentimentos de apoio e um forte sentimento contra algo que fora cancelado um ao outro… ao contrário de ser neutro, que significava que você tinha nenhum sentimento em forma ou de outra . Eu estava bastante ambivalente sobre o patenteamento do Phunnel. Por um lado, eu vi isso como algo que poderia ser benéfico se eu não patenteá-lo, as pessoas poderiam fazer mais barato, de qualidade inferior, que eu nunca consideraria fazer. Eu me opunha a essa idéia, porque isso reduziria os lucros da minha invenção, e presumivelmente as pessoas estariam recebendo algo de pior qualidade, por outro lado, se as pessoas não têm muito dinheiro, esses mais baratos podem ser melhor para que mais pessoas poderiam ter recursos para comprar algo que utilizou a idéia do Phunnel.

    Qual o melhor: Phunnel ou Vortex? Porque?

    Fiz muitos protótipos de Phunnel depois do meu sucesso inicial com eles. O rosh mudou um pouco desde a sua concepção original. Quatro protótipos apresentados anteriormente chamados Phunnel-Top com furos nas laterais do Phunnel. Estes apresentaram os mesmos problemas que os primeiros protótipos com cortes transversais no topo do Phunnel. O suco do fumo começa nele e fica cozido e começa a acumular. Esse acúmulo se torna maior e maior até que ele sempre interfere com o desempenho do rosh. Com o buraco grande, o Phunnel é a minha tentativa de minimizar a manutenção que o proprietário tem de fazer nee… ou para torná-lo mais fácil. Então, a partir disso, eu diria que o phunnel é o que eu acho que é o melhor de todos os testes possíveis e muito trabalho. Pelo que eu entendo, o Vortex têm o mesmo problema de acúmulo nos buracos de entrada que eu tinha desde quando eu tentei a idéia, então eu acho que isso faz com que o phunnel seja melhor a esse respeito. Em termos de preço, os Vortex são mais baratos, então acho que isso depende do que importa para o cliente.

  • First I would like to thank Eric’s attention by interview and all the details beyond congratulating him on all their effort, contribution and way of thinking. Thanks,
    Eric!

    First question: Who’s Eric Hofmann ?

    I’m a regular guy, more or less. I worked for others in industry, Organic Chemistry, Gas phase chemistry, nuclear chemistry, Chemical Engineering, Process Development and I decided I’d rather start my own thing where I can meet real people and not have to hang around scientific types too much. My favorite soda is Mountain Dew, my favorite meat is duck, I play Chess, backgammon, the German card game Skat and a number of other board and card games. I like Samba music also. My favorite hemisphere on the whole planet is the Southern Hemisphere. :)

    When and why you started selling hookah products?

    I was encouraged to make them by some business associates. The selection of flavors wasn’t very good or very expansive so I wanted to improve on the whole process. My nemesis was apricot. I wanted to make a much better apricot flavor.

    Why the name “Tangiers” ? a port city of Morocco?

    At the time, there were two main regions producing tobacco. The Sham and the Gulf. Gulf tobaccos are blacker, stronger and normally smoked without foil on. Sham style tobaccos are what we normally associate with most hookah tobacco in our hobby now. I wanted to make something more “in the middle” in terms of texture and quality. I wanted an Arabic name, but one that wasn’t associated with the Sham or the Gulf. That leaves Tunisia, Algeria and Morocco. Tunisia is quite small and Algeria kinda has a dark association with it in the United States, which leaves Morocco. Of the major, well known cities, Casablanca has a movie associated with it. Rabat sounds like a disease rabbits get, Marrakesh has a song associated with it. Tangiers is sonorous and rolls off the tongue nicely. So Tangiers was the one.

    Who makes Tangiers shisha?

    We do. All here in San Diego, California. USA. Its made of almost all American components, the kosher vegetable glycerine we use comes from The Pacific Rim, but otherwise all US-products.

    Where is produced Tangiers shisha?

    San Diego, CA United States of America.

    Was it difficult to begin producing the Tangiers shisha or you already knew how?

    I had some idea of how to make it, in a general sense from other tobacco manufacturing principles, but the actual process took many experiments and much perfection. New flavors are all still made using a many times painstaking process of perfecting the flavor. The number of experiments can range anywhere from 2-60+ experiments. Maraschino Cherry and Cola were two particularly difficult flavors to get to work right.

    Why Tangiers is a wet shisha ?

    It appears wet from the glycerine. The water content is fairly low which actually makes it appear wetter. In some countries, the tax laws make a dry tobacco more attractive to consumers and they add their own glycerine. In the United States this isn’t as much of an issue, so we make a “ready to go” product.

    When do you began to produce Tangiers shisha?

    First experiments occurred in 2001. We began selling in 2005.

    What are the characteristics of Tangiers shisha?

    A silky texture to the smoke.  A more natural and full flavor, that is rounder than other brands.

    Why Tangiers shisha is not called as a Premium?

    I leave that to the buyer to determine for themselves. I have always felt proclaiming a brand to be premium, or the best, or best-selling, or longest lasting or whatnot to be immodest.

    Why Tangiers shisha is better if exposed to air?

    Since the water content is low and Tangiers uses no preservatives, artificial colors or additives, the tobacco gains and loses moisture based on the humidity of the air. When the tobacco is sealed in its package, the humidity level of it is “locked” in until its opened. If the humidity that it was made at is substantially different than the humidity where its opened, it will benefit from taking 4-24 hours to get closer to the humidity where it is opened at.

    How many flavors of Tangiers are there?

    Currently, between Lucid, Noir and F-Line there are around 100 varieties. All the flavors ever made by Tangiers number well over 120.

    Do you have plans for new flavors?

    Yes, we are releasing 8+ new flavors in the next couple of weeks. We will be releasing another 4-6 Lucid Flavors in a month or so.

    How do you got the idea of creating Phunnel bowl?

    I wanted to try making a liquid-only type product without tobacco and developed a new bowl for it. I tried the new bowl for regular tobacco, thinking that it would work better and was surprised at how well it actually did work and started making them en masse.

    Is Phunnel bowl only good for wet shisha?

    I would imagine that wet shishas would be the only type of tobacco that would benefit from the phunnel bowl, but I never tried a dry shisha in it though.

    Why painting Phunnel Bowl in two colors?

    Its prettier. :)

    Why does Phunnel have a long base? for innovation, better cooling or improve management?

    For gas-fluid flow characteristics principally, however it certainly makes it easier to remove and handle the bowl when its hot.

    Phunnel bowl today is known worldwide. Here in Brazil everyone is dying to have one. Did you expected  this global repercussion?

    Well, no. I’m daily amazed by all the friends, customers and supporters I’ve found in all corners of the Earth. I like to think of myself as a modest man and never would dare to think so many people could be fond of things that I’ve invented or created.  Its humbling to think of what I’ve created and what it means to people, in Brazil, or Afghanistan or Korea for that matter and I take people’s fondness of my products very seriously and look at it as a serious responsibility. I don’t believe a man can create something in the world without having some responsibility to the people that might buy it. I think too many manufacturers just make anything without any thought as to how well its going to taste or perform and whether a customer might be happy with it. They look at products as filling gaps to compete with other retailers and not the quality of the product. Some manufacturers really do have a lot of care and concern, but many are quite light in their regard.

    What do you think about hookah Brazilian market?

    All of us are tied together in hookah. Whether its Brazil or the United States or Great Britain, we are all connected in some human way. I don’t look at the hookah in terms of countries, but in terms of humanity. Its not Nobel Prize worthy, obviously, but somebody made an observation about the modern world that I felt deeply about. They said we have lost the drive to inspire ourselves. Hookah inspires me as a human and I hope it inspires other people, even in some small way. I have never seen the world as countries. Governments make up countries, but people are independent (or should see themselves in this way, in my opinion) and should see themselves as joined together in our march towards greatness and our own personal oblivions.

    Is Tangiers phunnel made in US or do you import from China?

    It is made in The United States of America. Despite my Globalist views, I think its important, as a citizen of The United States of America its my duty to make something better, something handmade, something substantial, something that is about the same price as having it made in China. I am not diminishing China’s accomplishments or industrial expansion, although I am slightly biased towards things made here in the United States, in Southern California specifically. It allows me to insure the quality to the customer is the best possible.

    Why haven’t you patented the phunnel bowl?

    That’s a complicated question. I don’t know Portuguese at all, but in English, we have a word: ambivalent. Many people in the United States misuse the word, but it means that you would have strong feelings in support of and strong feelings opposed to something that canceled each other out…as opposed to being neutral which meant you had no feelings on way or the other. I was quite ambivalent about patenting the phunnel bowl. On the one hand, I saw it as something that could be beneficial and if I didn’t patent it, people could make cheaper, lower quality knock-offs, which I would never consider making. I was opposed to this idea because it would reduce my profits from my invention, presumably and the quality people would be getting would be worse, on the other hand, if people didn’t have a lot of money, these cheaper knock-offs could be better so that more people could afford to buy something that used the idea of the phunnel.

    Which is best: Vortex or Phunnel? Why?

    I made many prototypes of phunnel bowls after my initial success with them. The bowl changed somewhat from its original design. Four earlier prototypes featured a sealed phunnel-top with holes on the sides of the phunnel. These exhibited the same problems as my early prototypes with cross-cut groves in the top of the phunnel. Shesha juice gets into it and gets cooked on and begins to buildup. This buildup gets larger and larger until it always interferes with the performance of the bowl. The one large hole, smooth-sided phunnel is my attempt to minimize the maintenance that the owner has to perform on it…or to make it easier. So from that, I would say that my phunnel bowl is what I think is the best of all things possible from much testing and work. From what I understand, Vortex bowls have the same buildup problem in the intake holes that I had from when I tried the idea, so I would think this makes the phunnel better in that regard. In terms of price, Vortex bowls are cheaper, so I guess it depends on what matters to the customer.

  • Pois é, galera. Consegui essa proeza!
    Blog do Arguile sempre em primeiro lugar! hahaha


    Lembrando que o HoboNargile é vendido também no Brasil. Nem tente comprar dos EUA que eles não vendem por ter a revenda brasileira.

    Conheça mais:
    Site: http://hobohookah.com.br
    Blog: http://hobonargile.wordpress.com
    HoboHookah EUA

    Site: http://hobohookah.com

    Blog: http://hobohookah.com/blog

    No começo de tudo, como foi a aceitação do produto?

    Para ser honesto, não foi das melhores. Nós não sabíamos realmente como introduzir o HoboHookah no mercado inicialmente.  Basicamente, tínhamos por volta de 10 protótipos que compartilhamos com os amigos, e eles realmente amaram o arguile. Então mais ou menos 100 amigos e amigos de amigos foram os primeiros a comprar, pois já tinham visto ele em ação. Convencer as pessoas, que não eram nossos amigos, falando que o arguile funcionava foi muito difícil, especialmente nos grandes fóruns de discussão na internet (como o hookahforum.com). A maioria das pessoas pensava que ele era muito não-traidiconal. Eles ainda não entendiam o quão bem feito, portátil e fácil de usar o Hobo era.


    Como você teve a idéia de criar o HoboHookah?

    Eu me apaixonei pelo arguile em 2004, quando estava morando no Egito e comprei meu primeiro arguile. Um ano depois eu me mudei para Nova Iorque e trouxe meu antigo arguile Egípcio comigo, no entanto, nos 2 primeiros meses que eu estava em Nove Iorque todo o meu material ficou guardado, incluindo meu arguile. Um dia, eu estava entediado (não conhecia muita gente ainda), fui até uma loja e comprei algumas coisas para fazer um arguile (tubo de cobre, juntas, garrafa de refrigerante, etc.). Não ficou bonito, mas eu realmente construí meu primeiro arguile. Poucos dias depois, um amigo meu trouxe uma garrafa de gim Bombay Sapphire que acabou, e a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Isso daria um vaso de arguile grande!”.

    O quê “Hobo” significa?

    Ha, boa pergunta! Hobo em Inglês é tipo um viajante sem teto. É uma palavra antiga que não é muito usada nos dias atuais, mas ainda há uma nostalgia (pelo menos em minha mente), os antigos Hobos que pegavam suas trouxas de roupas, entravam e saiam dos comboios sem destino definido. Para nós, Hobo somente significa baixa manutenção e viajante espontâneo: “Tenha um arguile. Irá viajar”.

    Porque o HoboHookah virou HoboNargile ?

    Nós queríamos que as pessoas soubessem que o HoboNargile era um arguile novo. O HoboHookah era excelente, e nós aprendemos muito, mas o HoboNargile é tão diferente que nós queríamos ter certeza que as pessoas percebessem que este é um novo arguile. No futuro, se nós fizermos outro arguile chamado HoboHookah – ele será nosso modelo top de linha.

    Quais são as diferenças entre o HoboHookah e o HoboNargile?

    Os maiores problemas que ouvíamos das pessoas era que o HoboHookah era muito alto (não encaixava perfeitamente em algumas garrafas) e não tinha válvula para o ar. Nós consertamos estas falhas no HoboNargile. Além disso, adicionamos a pintura (preta, mais para frente devemos ter vermelho, azul etc.), haste rosqueável (para ser melhor lavado ou para substituir por um novo) e uma mangueira menor mas de uma qualidade bem melhor. Acima de tudo, o HoboNargile é tudo que aprendemos com os clientes do HoboHookah.

    Além do EUA e Brasil, quais outros países são vendidos o HoboNargile?

    EUA e Brasil são os maiores. Nós já vendemos centenas de Hobos pelo mundo e para todo continente (incluindo Antártica). Estamos trabalhando com pessoas na Europa, Canadá, Turquia e Ásia para vender o HoboNargile também em seus territórios. Vamos ver.

    Qual o lugar mais inusitado que você já levou seu HoboNargile?

    Nós estávamos no South by Southwest, no Texas (que é um grande festival de música) e fui convidado para um ônibus de excursão com Tony Hsieh (ele é um empresário famoso, CEO da Zappos.com). É claro que eu levei o HoboNargile, e dividi um pouco. É um pouco estranho fumar arguile no fundo do ônibus, mas tivemos uma garrafa de água para colocar a Hobo sobre, o que tornou as coisas muito agradáveis. Além disso, Ashton Kutcher estava lá, ele não pareceu gostar de arguile.

    Além da portabilidade, porquê o HoboNargile é um sucesso?

    Acho uma grande coisa é o serviço ao cliente. Nós não tivemos muitos problemas com o HoboHookah ou HoboNargile, mas quando havia problemas, sempre corrigimos. Assim construimos a confiança em nossos clientes, que sempre foi grande sobre o que dizem seus amigos sobre o nosso produto. Eu também penso que o fato do produto ser diferente fez uma grande diferença (como A vaca roxa no meio das vacas normais – Seth Godin).

    Garrafas de vidro e de plástico têm alguma diferença ao fumar nelas?

    As garrafas de plástico podem amassar quando você derrubar/puxar, mas não vai quebrar. Eu acho que as garrafas de vidro não mancham rapidamente. Eu só uso o plástico quando eu estou viajando, e sempre quando estou em casa, de vidro.

    Algumas pessoas andam dizendo que a mangueira do HoboHookah não era uma boa mangueira. É verdade? Quais melhoras vocês fizeram nas mangueiras do HoboNargile?

    O principal problema com a mangueira original era a consistência. Cerca de 30% das mangueiras originais foram impressionantes, tão bom quanto qualquer coisa lá fora. 50% funcionavam. Elas eram boas, mas não tão boas quanto as da concorrência.. E os outros 20% nós nem vendemos. Tivemos que jogar fora os (cada HoboHookah original que foi vendido no HoboHookah.com foi feitoo na mão, montado e testado por mim!). A nova mangueira vem de um novo fabricante. Os detalhes são chatos de explicar, mas basicamente consertamos o problema que tornava a mangueira difícil de inalar. Não tivemos nenhuma reclamação com as novas mangueiras até hoje.

    Você já fez algum arguile em casa? Você chegou a perfeição?

    É um monte de tentativa e erro. Eu fiz a mão inicialmente 10 HoboHookahs. Eram todos diferentes em alguns aspectos, o que eu gostava. Eu acho que o caminho para alcançar a perfeição é continuar tentando novas combinações e pensar fora da caixa. Também ajuda ter um engenheiro mecânico para pegar as suas idéias e melhorá-las.

    Eu vi algumas fotos de HoboNargiles vermelhos e azuis, mas não encontrei-os para venda. Eles existem para venda?

    Quando nós estávamos projetando o HoboNargile sabíamos que poderíamos  adicionar cor ao corpo. Então foram enviados alguns arguiles coloridos para nós, incluindo o vermelho, verde, preto e azul. Gostamos mais do preto, mas eu penso que mais para frente nós podemos oferecer outras cores também, porém atualmente é só preto.

    Você já tem algum plano para a próxima versão do HoboNargile? Quais melhoras os fãs podem esperar da nova versão? Melhores mangueiras? Outro material? Com 3 saídas?

    Eu acho que a longo prazo, o HoboNargile vai ser praticamente o mesmo. Nós vamos oferecer algumas cores novas e há um par de pequenos ajustes que vamos fazer (ue o usuário sequer vai notar), mas mais ou menos, o produto está bom do jeito que está.. Planejamos vender esse modelo por muito tempo. Os próximos produtos vão ser acessórios. Nós estamos trabalhando em alguns, realmente grandes idéias que esperamos lançar ainda em 2010 ou início de 2011. Nosso próximo “novo arguile” será chamado de HoboHookah e vamos vender tanto HoboHookah e HoboNargiles. Não há quaisquer detalhes agora sobre o que o HoboHookah se parecerá, mas eu gostaria de vê-lo com 3 saídas!

    É isso.. não esqueçam da minha review sobre o HoboNargile!

    Abraços

  • HoboHookah Interview with BlogdoArguille.com.br





    In the beginning of all, how was the acceptance of the product?
    Not great, to be honest.  We didn’t really know how to market the HoboHookah initially.  Basically, we had had about 10 prototypes that we shared with friends, and they really loved the pipe.  So about 100 friends and friends of friends were the first buyers, because they had seen the pipe in action.  Convincing people who weren’t our friends that the pipe worked, was hard, especially on the big web boards (like hookahforum.com).  Most of them thought it was too non-traditional.  They didn’t understand yet how well built, portable and easy to use the Hobo was.


    How you got the idea of HoboHookah?

    I fell in love with hookah back in 2004 when I was living in Egypt and actually bought my first pipe.  A year later I moved to New York City and brought my old Egyptian hookah with me, however, for the first 2-months that I was in New York, all of my stuff was in storage, including my hookah.  One day, I was bored (I didn’t know a lot of people in New York yet), so I went to the store and bought some things to make a hookah with (copper pipe, gaskets, soda bottle, etc).  It wasn’t pretty, but I actually built my first hookah.  A few days later, a friend of mine brought a bottle of Bombay Sapphire Gin over, and the first thing that popped into my head was, “That bottle would make a great hookah!”.

    What do “hobo” means?
    Ha, good question!  Hobo in English is like a traveling bum.  It’s an old word that isn’t used much anymore, but there is some nostalgia still (at least in my mind) for the old hobos who would pack up their things in a bindle and hop on and off trains with no destination in mind.  For us, hobo just means low-maintenance or spontaneous traveler:  “Have hookah. Will Travel.”
    Why HoboHookah became HoboNargile?
    We wanted people to know that the HoboNargile was a new pipe.  The HoboHookah was great, and we learned a lot, but the HoboNargile is so different that we wanted to make sure people realized that this is a new hookah.  In the future, if we do come out with another hookah called a HoboHookah – it will be our very top of the line model.
    What are the differences between the HoboHookah and the HoboNargile?
    The biggest problems we heard from customers were that the HoboHookah was too tall (didn’t fit on some bottles) and there was no release valve.  We fixed those issues with the HoboNargile.  In addition, though, we also added color (black and down the road red, blue, etc), a removable downstem (it unscrews so it can be cleaned / replaced) and a shorter but much better performing hose.  Over all, the HoboNargile is everything that we learned from our HoboHookah customers.
    Besides the U.S. and Brazil, what other countries is sold the HoboNargile?
    US and Brazil are the big ones.  We have sold hundreds of HoboHookahs across the world and to every continent (including Antarctica).  We are working with people in Europe, Canada, Turkey and Asia to also carry the HoboNargile in their markets.  We’ll see.
    What is most unusual place you ever took your HoboNargile?
    We were at South by Southwest in Texas (which is a big music festival) and I got invited onto a party bus with Tony Hsieh (he’s a famous entrepreneur, CEO of Zappos.com).  Of course I set up the HoboNargile, shared it a bit.  It’s a little weird smoking a hookah while in the back of a bus, but we had a 1-gallon water jug to put the Hobo on, which made things pretty enjoyable.  Also, Ashton Kutcher was on there, he didn’t seem to dig hookah.
    Besides its portability, why the HoboNargile is a success?
    I think a big thing was customer service.  We didn’t have many problems with the HoboHookah or HoboNargile, but when there were problems, we always fixed them.  This built a lot of trust in our customers, who have always been great about telling their friends about our product.  I think also the fact the product is different made a big deal (like a purple cow in the midst of normal cows – Seth Godin).
    Glass bottles and plastic has some difference to smoking?
    Plastic bottles can collapse on you when you take a pull, but they wont break.  I think glass bottles don’t get stained as quickly.  I only use plastic when I’m traveling, and always glass when at home.
    I read in some hookah blog that the old HoboHookah hoses were not exactly a good hose. Is that true? Which improvements you made in the new HoboNargile hoses?
    The main issue with the original hose was consistency.  About 30% of the original hoses were awesome, as good as anything out there.  50% worked.  They worked okay, but not as good as the competition.  And the last 20% we didn’t ship.  We had to throw those away (each original HoboHookah sold on HoboHookah.com was hand assembled and tested by me!).  The new hose is a completely new manufacturer.  The details are boring, but essentially we’ve fixed the problem that made the hoses hard to pull.  There have been no issues reported with inhaling on the new hoses.
    You even made a homemade hookah? How did you reach perfection?
    It’s a lot of trial and error.  I made by hand originally 10 HoboHookahs.  They were all different in some ways, which I liked.  I think the way to reach perfection is to keep trying new combinations and think outside the box.  It also helps to have a mechanical engineer to take your ideas and polish them.
    I saw some pictures of a blue and red HoboNargile, but I couldn`t find it for sale. There is such hobos for sale?
    When we were designing the HoboNargile we knew we wanted to add color to the body.  So, we had a bunch of different colored hookahs sent to us, including red, green, black and blue.  We liked the black the best, but down the road I think we’ll eventually offer other colors as well, but currently black is it.
    Do you already have a plan for the next HoboNargile version? Which improviments a hobohero can expect for a new version? Better Hoses? Another material? A 3 nipples HoboNargile?
    I think for the long term, the HoboNargile is going to be pretty much the same.  We’ll offer a few new colors and there are a couple of small tweaks we’ll make (that the user won’t even notice) but more or less, the product is great as is.  We plan on selling that model for a long time.  The next new products we will come out with will be accessories.  We are working on a few, really great ideas that we hope to launch later in 2010 or early 2011.  Our next “new hookah” will be called a HoboHookah and we will sell both HoboHookah and HoboNargiles.  There aren’t any details right now on what the next HoboHookah will look like, but I’d like to see it have 3 nipples!
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